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domingo, 30 de outubro de 2011

Circuito Elétrico.

Circuito Elétrico.
 
Um circuito elétrico é a ligação de elementos elétricos, tais como resistores, indutores, capacitores, diodos, linhas de transmissão, fontes de tensão, fontes de corrente e interruptores, de modo que formem pelo menos um caminho fechado para a corrente elétrica.

Definições
  • - Ponto do circuito ao qual estão ligados dois ou mais elementos.
  • Nó essencial - Ponto do circuito ao qual estão ligados três ou mais elementos.
  • Caminho - Sequência de elementos ligados entre si na qual nenhum elemento é incluído mais de uma vez.
  • Ramo - Caminho que liga dois nós.
  • Ramo essencial - Caminho que liga dois nós essenciais, sem passar por outro nó essencial.
  • Malha - Caminho cujo o último nó coincide com o primeiro.
  • Malha essencial - Malha que não inclui nenhuma outra malha.
  • Circuito planar - Circuito que pode ser desenhado em um plano sem que os ramos se cruzem.

Uma série de leis se aplicam à circuitos elétricos. Entre elas:
  • Leis de Kirchhoff
    • Lei das Correntes ou Lei dos Nós: A soma de todas as correntes que entram num nó é igual à soma de todas as correntes que saem do nó.
    • Lei das Tensões ou Lei das Malhas: A soma de todas as tensões geradas menos a soma de todas as tensões consumidas numa malha é igual a zero.
  • Lei de Ohm: A tensão entre as duas pontas de um resistor é igual ao produto da resistência e a corrente que flui através do mesmo.
  • Teorema de Thévenin: Qualquer circuito elétrico formado por fontes de tensão, fontes de correntes e resistores com dois terminais possui um circuito equivalente formado por uma fonte de tensão em série com um resistor.
  • Teorema de Norton: Qualquer circuito elétrico formado por fontes de tensão, fontes de correntes e resistores com dois terminais possui um circuito equivalente formado por uma fonte de corrente em paralelo com um resistor.
Existe também um circuito simples,é composto de três elementos, um condutor ou rota(fio elétrico),uma fonte de energia(bateria),e um resistor elétrico(lâmpada),que é qualquer objeto que precise de eletricidade para funcionar.

Gerador elétrico


O gerador elétrico é um mecanismo que transforma energia mecânica, química ou outra forma de energia em energia elétrica. O gerador elétrico mais comum é o dínamo (gerador de corrente contínua) de bicicleta, que já estudamos em “como funciona um dínamo”.

O gerador elétrico é o agente do circuito que o abastece, fornecendo energia elétrica às cargas que o atravessam.

O físico italiano Alessandro Volta foi quem desenvolveu o primeiro gerador. Estudando efeitos de contração muscular de patas de rãs, sob ação de descargas elétricas, Alessandro Volta descobriu que quando dois discos de metais diferentes, como cobre e zinco, estavam separados por um disco de pano ou papelão umedecido com água salgada, surgia uma diferença de potencial entre os discos de metais.

Volta aumentou esta diferença de potencial colocando estes aparatos em pilhas. A propriedade dos geradores, de produzir quantidades contínuas de carga elétrica, levou à formulação de um novo conceito e uma nova grandeza física capaz de definir essa propriedade: a força eletromotriz. Este nome foi adotado numa época em que não estava muito clara a distinção entre força e energia.

Hoje sabemos bem quais são as reações químicas que ocorrem na pilha, transformando energia química em energia elétrica. Neste link você pode estudar melhor o funcionamento das pilhas e baterias.

A força eletromotriz do gerador é a razão entre o trabalho realizado e a quantidade de carga movimentada. No SI, o trabalho é medido em joule e a quantidade de carga elétrica é medida em coulomb, logo a força eletromotriz é medida em joule/coulomb (J/C). Essa unidade e o volt (V).

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Enchentes no Rio de Janeiro. E Duque de Caxias

video 
Este vídeo nos mostra a realidade dos moradores de Duque de Caxias RJ, que sofreram com as chuvas. Notamos que todos os anos as chuvas causam mortes, desmoronamentos, feridos, órfão, e perda de moradias. Pergunta-se até quando isso vai ocorrer? Veremos isso se repetir? É tempo de eu, você e os políticos reagirem.

Geólogo prevê volume de chuva recorde no fim do ano e mapeia áreas de maior risco
Rio - A previsão de que o Rio de Janeiro deverá enfrentar a pior chuva em 70 anos, a partir de novembro, acendeu o sinal de alerta vermelho na Defesa Civil de Duque de Caxias. Uma megaoperação já começou a ser montada na cidade, envolvendo dois mil voluntários, 300 líderes comunitários e 60 presidentes de associações de moradores.

Eles estão sendo treinados para atuar nas regiões de alto risco, como Jardim Primavera, Bom Retiro, Cangulo, Campos Elíseos, Saracuruna e Xerém. Lá, segundo avaliação da Defesa Civil, cerca de 110 mil pessoas estarão vulneráveis a inundações.

O geólogo Wilson Leal Boiças, estudante
 do curso de doutorado em Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), prevê que a Vila Urussaí, a menos de 500 metros do Rio Saracuruna, no segundo distrito, será a primeira região a sofrer consequências das chuvas de verão. Ali, segundo ele, a lâmina d’água poderá chegar a dois metros de altura, em apenas 40 minutos.

Isso, diz ele, traria consequências sérias para os moradores. “É onde o lençol freático aflora imediatamente. O ideal é que as pessoas saiam de casa com pelo menos 30 minutos de antecedência. Vamos torcer para que só ocorram perdas materiais”, disse.

O fenômeno, segundo Wilson Boiças, será provocado pelo deslocamento de massa de arquente, muito pesada, do Centro-Oeste do País até a Baixada Fluminense, onde se chocará com massa de ar frio. “A impermeabilização do solo impede a infiltração da água que desce da Serra de Petrópolis”, diagnostica o técnico.

Prefeitura aposta em alarmes para retirar moradores

O mês de outubro está sendo reservado para medidas de prevenção que a prefeitura de Duque de Caxias começou a tomar nas regiões sob risco de catástrofe. Elas foram mapeadas pelo Departamento de Recursos Minerais (DRM) do Inea. Até ontem, 2.680 pessoas e 680 moradias, em 20 regiões, estavam em situação de risco iminente de deslizamentos.

O diretor da Defesa Civil municipal, Luiz Cláudio Menezes, disse que equipes já estão nas ruas fazendo levantamento da situação. O trabalho vai gerar relatório que será distribuído às Secretarias de Obras, Serviços Públicos e Planejamento, para elaborarem projetos de prevenção.

O geólogo Wilson Boiças deu como exemplo de perigo iminente o bairro Amapá, também no segundo distrito. Segundo ele, as obras do Arco Metropolitano, que ligará o Complexo Petroquímico de Itaboraí ao Porto de Itaguaí, impermeabilizaram muitos locais com aterro de argila. “Sem ter para onde correr, a água vai rolar até a região e a haverá vazão além do normal”, afirma o geólogo.

Os bairros em situação de risco, começando por Urussaí, vão ganhar dispositivos de monitoramento pluviométrico e alarme, a partir do último sábado de outubro. A partir de então, serão feitos exercícios simulados de desocupação em áreas de risco. 
Segundo Wilson Boiças o ideal é que o sinal de alerta seja acionado automaticamente, tão logo a lâmina de água atinja 30 centímetros de altura. Isso, explica ele, deverá acontecer de madrugada, período mais propício para temporais. “Os moradores terão, em média, entre 40 a 50 minutos, para evacuar a região”, estima Wilson Boiças.

O geólogo mostra-se preocupado também com a velocidade com que a água deverá invadir a região mapeada. “Mesmo que a chuva fique apenas no limite de Xerém, por exemplo, isso já será suficiente para que o segundo distrito fique totalmente inundado, com a água devendo atingir entre 1,30m a 2m, em apenas 30 minutos”, disse.

Estudo calcula tempo da inundação

Estudos da Defesa Civil mostram que um índice de 89 mm/hora de chuva irá causar inundações em uma hora e 17 minutos em Imbariê e no Parque Fluminense. O mesmo índice, segundo os técnicos, provocará enchente em uma hora e 25 minutos nos bairros Bom Retiro e Pilar, e em uma hora e 57 minutos em Santa Cruz da Serra.

Luiz Cláudio Menezes, diretor da Defesa Civil de Duque de Caxias, explicou que a cidade foi dividida em três mil Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs), que poderão ser mobilizados para ajudar a população em casos de urgência. “Todos foram bem treinados e estão sempre atentos a qualquer situação que represente risco aos moradores”, disse.

Segundo o geólogo Wilson Leal Boiças, o prefeito José Camilo Zito dos Santos foi informado sobre a situação e já determinou que o bairro Urussaí seja prioridade para as obras de prevenção. 

A primeira será uma comporta no Rio Saracuruna. “O município tem recursos liberados pelo governo federal para obras emergenciais, no valor de R$ 1 milhão. Mas a liberação desse dinheiro ainda depende de trâmites burocráticos”, explicou Boiças.

Vítima das chuvas de 2010, a dona de casa Adriana Maria Martins dos Santos, 29 anos, disse que não consegue dormir direito, pensando na hipótese de outra tragédia. “Fiquei em abrigo e perdi tudo que comprei para minha casa com muito suor. Só sobraram o fogão e a geladeira. Até hoje, eu, meu marido e meus três filhos dormimos no chão”, lembrou.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Motores Eletricos


Motor elétrico é uma máquina destinada a transformar energia elétrica em mecânica. É o mais usado de todos os tipos de motores, pois combina as vantagens da energia elétrica - baixo custo, facilidade de transporte, limpeza e simplicidade de comando – com sua construção simples, custo reduzido, grande versatilidade de adaptação às cargas dos mais diversos tipos e melhores rendimentos.
A tarefa reversa, aquela de converter o movimento mecânico na energia elétrica, é realizada por um gerador ou por um dínamo. Em muitos casos os dois dispositivos diferem somente em sua aplicação e detalhes menores de construção. Os motores de tração usados em locomotivas executam frequentemente ambas as tarefas se a locomotiva for equipada com os freios dinâmicos.Normalmente também esta aplicação se dá a caminhões fora de estrada. Chamados eletrodíesel.
Motores de corrente contínua
São motores de custo elevado e, além disso, precisam de uma fonte de corrente contínua, ou de um dispositivo que converta a corrente alternada comum em contínua. Podem funcionar com velocidades ajustáveis entre amplos limites e se prestam a controles de grande flexibilidade e precisão. Por isso seu uso é restrito a casos especiais em que estas exigências compensam o custo muito mais alto da instalação, ou no caso da alimentação usada ser contínua, como no caso das pilhas em brinquedos.
 Motores de corrente alternada
São os mais utilizados, porque a distribuição de energia elétrica é feita normalmente em corrente alternada. Seu princípio de funcionamento é baseado no campo girante, que surge quando um sistema de correntes alternadas trifásico é aplicada em pólos defasados fisicamente de 120º. Dessa forma, como as correntes são defasadas 120º elétricos, em cada instante, um par de pólos possui o campo de maior intensidade, cuja associação vetorial possui o mesmo efeito de um campo girante que se desloca ao longo do perímetro do estator e que também varia no tempo.
Os principais tipos são:
  1. Motor síncrono: funciona com velocidade constante; utiliza-se de um induzido que possui um campo constante pré-definido e, com isso, aumenta a resposta ao processo de arraste criado pelo campo girante. É geralmente utilizado quando se necessita de velocidades estáveis sob a ação de cargas variáveis. Também pode ser utilizado quando se requer grande potência, com torque constante.
  2. Motor de indução: funciona normalmente com velocidade estável, que varia ligeiramente com a carga mecânica aplicada ao eixo. Devido a sua grande simplicidade, robustez e baixo custo, é o motor mais utilizado de todos, sendo adequado para quase todos os tipos de máquinas acionadas encontradas na prática. Atualmente é possível controlarmos a velocidade dos motores de indução com o auxílio de conversores de freqüência.
A classificação dos motores elétricos quando vista de uma forma um pouco mais detalhada é um tanto complexa e quase sempre leva a confusões mesmo de estudiosos do assunto:
  • Motores CC (corrente contínua)
    • Ímã Permanente com ou sem escova (motor CC brushless)
    • Série
      • Universal
    • Shunt ou paralelo
    • Composto(Composição de shunt e paralelo)
  • Motores CA (corrente alternada)
    • Assíncrono (de indução)
      • Polifásico
        • Rotor gaiola ou em curto-circuito
        • Rotor enrolado ou bobinado
      • Monofásico
        • Rotor gaiola ou em curto-circuito
          • Fase dividida
          • Capacitor de partida
          • Capacitor permanente
          • Polos Sombreados
          • Dois capacitores
        • Rotor enrolado ou bobinado
          • Repulsão
          • Repulsão de partida
    • Síncrono
      • Polifásico
      • Monofásico
        • Ímã permanente
        • Histerese
        • Relutância
        • De passo
          • Ímã Permanente
          • Relutância variável
          • Híbrido
Isto é uma pequena amostra da enorme quantidade de motores elétricos que existem. Um estudo profundo seria necessário para conhecer todos eles.
A maioria de motores elétricos trabalha pela interação entre campos eletromagnéticos, mas existem motores baseados em outros fenômenos eletromecânicos, tais como forças eletrostáticas. O princípio fundamental em que os motores eletromagnéticos são baseados é que há uma força mecânica em todo o fio quando está conduzindo corrente elétrica imersa em um campo magnético. A força é descrita pela lei da força de Lorentz e é perpendicular ao fio e ao campo magnético. Em um motor giratório, há um elemento girando, o rotor. O rotor gira porque os fios e o campo magnético são arranjados de modo que um torque seja desenvolvido sobre a linha central do rotor.
A maioria de motores magnéticos são giratórios, mas existem também os tipos lineares. Em um motor giratório, a parte giratória (geralmente no interior) é chamada de rotor, e a parte estacionária é chamada de estator . O motor é constituído de eletroímãs que são posicionados em ranhuras do material ferromagnético que constitui o corpo do estator e enroladas e adequadamente dispostas em volta do material ferromagnético que constitui o rotor.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Comandos Eletricos


Partida direta é o método de acionamento de motores de corrente alternada, na qual o motor é conectado diretamente a rede elétrica. Ou seja, ela se dá quando aplicamos a tensão nominal sobre os enrolamentos do estator do motor, de maneira direta.
Neste tipo de partida, a corrente de pico (Ip) pode variar de 4 a 12 vezes a corrente nominal do motor, sendo a forma mais simples de partir um motor. Comumente, a vantagem principal é o custo, pois não é necessário nenhum outro dispostivo de suporte que auxilie a suavizar as amplitudes de corrente durante a partida.
Há inúmeras desvantagens com relação a outros métodos de partida, como por exemplo, um transiente de corrente e torque durante a partida. A corrente variando entre 4 e 12 vezes a nominal, obriga o projetista do sistema elétrico a superdimensionar o sistema de alimentação, disjuntores, fusíveis, que fazem parte do circuito de elétrico que alimenta o motor. Dependendo dos valores de pico de corrente, a tensão do sistema pode sofrer quedas. O Transiente de torque, faz com que os componentes mecânicos associados ao eixo do motor, sofram desgaste prematuro. A situação piora à medida que a potência elétrica do motor aumenta. Métodos alternativos que suavizam a partida direta, podem ser obtidos com contatores e temporizadores (partida Estrela-Triângulo), autotransformadores ou sistemas eletrônicos como os Soft Starters.








 

Chave Inversora.
A reversão automática utilizada para motores acoplados à máquina que partem em vazio ou com carga, esta reversão pode-se dar dentro e fora do regime de partida. A sua finalidade dentro de determinados processos industriais tem-se necessidade da reversão do sentido de rotação dos motores para retrocesso do ciclo de operação, como o caso de esteira transportadora.
Os contatos para o movimento a direita e para a esquerda, estão intertravados entre si, através de seus contatos auxiliares (abridores) evitando assim curto - circuitos.
A Partida estrela-triângulo é um método de partida de motores elétricos trifásicos, que utiliza uma chave de mesmo nome. Esta chave, que pode ser manual ou automática, é interligada aos enrolamentos do motor, que devem estar acessíveis em 6 terminais.
Neste método o motor parte em configuração estrela que proporciona uma maior impedância e menor tensão nas bobinas diminuindo assim a corrente de partida o que ocasionará uma perda considerável do conjugado (torque) de partida.
Através desta manobra o motor realizará uma partida mais suave, reduzindo sua corrente de partida em aproximadamente 1/3 da que seria se acionado em partida direta.
A Partida Estrela-triângulo não pode ser utilizada em qualquer situação. É necessário que o motor tenha disponível pelo menos seis terminais dos enrolamentos e que a tensão nominal (tensão da concessionária) seja igual à tensão de triângulo do motor.
Um ponto importantíssimo em relação a este tipo de partida de motor elétrico trifásico, é que o fechamento para triângulo só deverá ser feito quando o motor atingir pelos menos noventa por cento da rotação nominal. Logo, o ajuste de tempo de mudança estrela-triângulo deverá estar baseado neste fato. O uso de um tacômetro é essencial nesta tarefa na primeira vez que for testar o sistema com carga. A mudança da configuração para triângulo sem que o motor tenha atingido este percentual de rotação provocaria pico de corrente praticamente igual ao que teria se usasse partida direta. Se o motor em questão não preenche este quesito por conta da carga instalada, é conveniente que seja usado outro tipo de partida como: Chave compensadora, Soft-starter ou até mesmo um Inversor de frequência nesta função.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Geradores eletricos


Gerador é um dispositivo utilizado para a conversão da energia mecânica, química ou outra forma de energia em energia elétrica.
Motores elétricos desempenham a função inversa, ou seja, convertem energia elétrica em energia mecânica e construtivamente são semelhantes aos geradores, pois se baseiam no mesmo princípio de conversão.
O tipo mais comum de gerador elétrico, o dínamo (gerador de corrente contínua) de uma bicicleta, depende da indução eletromagnética para converter energia mecânica em energia elétrica, a lei básica de indução eletromagnética é baseada na Lei de Faraday de indução combinada com a Lei de Ampère que são matematicamente expressas pela 3º e 4º equações de Maxwell respectivamente.
O dínamo funciona convertendo a energia mecânica contida na rotação do eixo do mesmo que faz com que a intensidade de um campo magnético produzido por um Ímã permanente que atravessa um conjunto de enrolamentos varie no tempo, o que pela Lei da indução de Faraday leva a indução de tensões nos terminais dos mesmos
A energia mecânica (muitas vezes proveniente de uma turbina hidráulica, à gás ou a vapor) é utilizada para fazer girar o rotor, o qual induz uma tensão nos terminais dos enrolamentos que ao serem conectados a cargas levam a circulação de correntes elétricas pelos enrolamentos e pela carga.
No caso de um gerador que fornece uma corrente contínua, um interruptor mecânico ou anel comutador alterna o sentido da corrente de forma que a mesma permaneça unidirecional independente do sentido da posição da força eletromotriz induzida pelo campo. Os grandes geradores das usinas geradoras de energia elétrica fornecem corrente alternada e utilizam turbinas hidráulicas e Geradores Síncronos.

A imagem mostra o topo de um Gerador Síncrono de usina hidrelétrica sob manutenção.
Há muitos outros tipos de geradores elétricos. Geradores eletrostáticos como a máquina de Wimshurst, e em uma escala maior, os geradores de van de Graaff, são principalmente utilizados em trabalhos especializados que exigem tensões muito altas, mas com uma baixa corrente e potências não muito elevadas.
Isso se deve pelo fato de nesses tipos de gerador, a densidade volumétrica de energia não é pequena, ou seja, para que se tenha uma grande quantidade de energia sendo convertida é necessário um grande volume por parte da estrutura do gerador.
O mesmo não ocorre nos geradores que operam baseados em princípios eletromagnéticos pois os mesmos permitem uma concentração volumétrica de energia bem maior.
Um dos exemplos de aplicação é no fornecimento de energia para os aceleradores de partículas

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

tranformador (trafo)



Um transformador é um dispositivo destinado a transmitir energia elétrica ou potência elétrica de um circuito a outro, transformando tensões, correntes e ou de modificar os valores das Impedância elétrica de um circuito elétrico. Oa transformadores são dispositivos que funcionam através da indução de corrente de acordo com os principios do eletromagnétismo, ou seja, ele funciona baseado nos principios eletromagnéticos da Lei de Faraday e da Lei de Lenz, onde se afirma que é possível criar uma corrente elétrica em um circuito uma vez que esse seja submetido a um campo magnético variável, e é por necessitar dessa variação no fluxo magnético que os transformadores só funcionam em corrente alternada.
Um transformador é formado basicamente de:
Enrolamento - O enrolamento de um transformador é formado de varias bobinas que em geral são feitas de cobre eletrolitico e recebem uma camada de verniz sintético como isolante.
Núcleo - esse em geral é feito de um material ferro-magnético e o responsavél por transferir a corrente induzida no enrolamento primario para o enrolamento secundário.
Esses dois componentes do transformador são conhecidos como parte ativa, os demais componentes do transformador fazem parte dos acessorios complementares.
No caso dos transformadores de dois enrolamentos, é comum se denominá-los como enrolamento primário e secundário, existem transformadores de três enrolamentos sendo que o terceiro é chamado de terciário. Há também os transformadore que possuem apenas um enrolamento, ou seja, o enrolamento primário possui um conexão com o enrolamento secundário, de modo que não há isolação enre eles, esses trasnsformadores são conhecidos por Autotransformador.
Os transformadores de potência são destinados a rebaixar ou elevar a tensão e consequentemente elevar ou reduzir a corrente de um circuito, de modo que não se altere a potência do circuito, esses transformadores podem ser divididos em dois grupos;
Tranformador de força - esses transformadores são utilizados para rebaixa ou elevar a tensão de modo que seja possível ter menos perdas pelo Efeito Joule, pois quanto maior a corrente maiores erão essas perdas, esses transformadores são utilizados em substações. Transformador de ditribuição - esses transformadores são utilizados para rebaixar a tensão para ser entregue aos clientes finais das empresas de distribuição de energia, esses equipamentos são normalmente instalados em postes ou em câmaras subterraneas
Para se reduzir as perdas nos transformadores o núcleo dos transformadores são laminados para reduzir a indução de correntes parasitas ou de corrente de Foucault, no próprio núcleo. Em geral se utiliza aço-silício com o intuito de se aumentar a resistividade e diminuir ainda mais essas correntes parasitas.
Transformadores também podem ser utilizados para o casamento de impedâncias, esse tipo de ligação consiste em modificar o valor da impedância vista pelo lado primário do transformador, são em geral de baixa potência. Há outros tipos de transformadores, alguns com núcleo ferromagnético, outros sem núcleo, ditos transformadores com núcleo de ar, e ainda aqueles com núcleo de ferrite.
Um transformador ideal é aquele em que o acoplamento entre suas bobinas é perfeito, ou seja, todas concatenam, ou “abraçam”, o mesmo fluxo, o que vale dizer que não há dispersão de fluxo. Isso implica assumir a hipótese de que a permeabilidade magnética do núcleo ferromagnético é alta ou, no caso ideal, infinita, e o circuito magnético é fechado. Além disso, admite-se que o transformador não possui perdas de qualquer natureza, seja nos enrolamentos, seja no núcleo.

Transformador em vazio

Considerando, um transformador ideal, sendo o fluxo total, ϕ, o mesmo em ambas as bobinas, já que se desprezam os fluxos dispersos e o núcleo tem μ→ ∞, as f.e.m.’s, e1 e e2, induzidas nessas bobinas (adotando a convenção receptor), escrevem-se como:
v_1\ = e_1 =N_1\frac{d\phi}{dt}     [V]
e
v_2\ = e_2 =N_2\frac{d\phi}{dt}     [V]
Dividindo-se v1 por v2 chega-se à relação de tensões entre primário e secundário:
\frac{e_1}{e_2}=\frac{v_1}{v_2}=\frac{N_1}{N_2}=a
sendo a denominada relação de espiras ou relação de transformação. Esta é a primeira propriedade do transformador que é a de transferir ou refletir as tensões de um lado para outro segundo uma constante a.
Convencionando-se N1 como a espira acoplada à DDP do circuito (primário) tem-se: para N1 > N2 um abaixador de tensão e para N1 < N2 um elevador de tensão.

eletrica

 
FUNDAMENTOS
DE ELETROELETRÔNICA.
PROF. HAMILTON.
ELETRICIDADE BÁSICA.
VOLUME I
2
SUMÁRIO:
Capítulo sobre corrente contínua.
0.0 Conceitos Básicos.
1.0 Sentido da Corrente.
2.0 Resistência Elétrica.
3.0 Materiais Condutores, Isolantes.
4.0 Resistores.
5.0 Resistência Equivalente.
6.0 Lei de Ohm.
7.0 Resistividade.
8.0 Divisor de Tensão e Corrente.
9.0 Circuito Elétrico.
10.0 Circuito Série.
11.0 Circuito Paralelo.
12.0 Potência Elétrica.
13.0 Pilhas e Bateria.
14.0 Instrumentos de Medida.
15.0 Ponte Resistiva .
16.0 Lei de Kirchhoff para Tensão.
17.0 Lei de Kirchhoff para corrente
18.0 Lei dos Nós
19.0 Lei das Malhas
20.0 Tensão Contínua
21.0 Tensão Alternada.
Capítulos sobre corrente alternada
22.0 Materiais Elétricos
23.0 Transformadores.
24.0 Motores.
25.0 Geradores.
26.0 Geração e Distribuição de Energia Elétrica.
27.0 Técnicas de Solda.
28.0 Bibliografia
29.0 Anexos
3
CONCEITOS BÁSICOS
1- Matéria e Substância
Matéria é tudo que existe no universo.
A madeira, o vidro, a água são exemplos de matéria. No entanto podemos
perceber diferenças nessas matérias:
O vidro é transparente, a madeira não.
A água não tem forma própria.
Essas diferenças ocorrem porque cada tipo particular de matéria é uma
substância com características próprias.
2- Moléculas e átomos
Molécula é a menor parte que pode existir de uma substância. São partes tão
pequenas, que não podem ser vistas mesmo com o auxílio aos microscópios.
Pôr exemplo, uma molécula de água é a menor quantidade de água que pode
existir.
As moléculas são constituídas de átomos.
O que caracteriza uma molécula é o tipo de átomo, a quantidade deles e o
modo como são combinados para constituí-la.
Atualmente são conhecidos 103 tipos diferentes de átomos. Cada tipo recebeu
um nome e tem características próprias.
3- Prótons, Nêutrons e Elétrons
Durante muito tempo se acreditou que o átomo fosse a menor parte da
matéria. Tanto assim que o seu próprio nome( do grego a = sem e tomo =
dividir) significa “o que não se pode dividir”. Atualmente, sabe-se que o átomo
se compõe de Prótons, Nêutrons e Elétrons.
A estrutura do átomo consiste em um núcleo central, formado pôr dois tipos
de partículas simples e indivisíveis: os prótons e os nêutrons. Os prótons têm
carga elétrica positiva, e os nêutrons não têm carga.
4
CONCEITOS BÁSICOS.
Em volta desse núcleo gira um número variável de partículas de carga elétrica
negativa- os elétrons – que realizam milhões de rotações pôr segundo.
O núcleo positivo – prótons – atrai os elementos negativos, impedindo que
eles saiam de sua órbita (fig.4)
Nota
O hidrogênio é o único elemento que tem apenas um próton no núcleo e um
elétron em órbita.
4- Equilíbrio de cargas elétricas importante saber que, em condições normais, o
número
de elétrons em torno de um núcleo é sempre igual ao número de prótons desse
núcleo (figs.5,6,7), havendo, portanto, equilíbrio de cargas elétricas.
5
CONCEITOS BÁSICOS
É possível, porém,retirar ou acrescentar elétrons aos átomos de um corpo.
Quando isso acontece, passa a existir uma diferença de cargas elétricas no
átomo. Dizemos, então, que o átomo está eletrizado ou ionizado.
Quando um átomo perde ou recebe elétrons, transforma-se num Íon.
Se ficar com falta de elétrons, será um Íon positivo ou cátion.
Se ficar com excesso de elétrons, será um Íon negativo ou Ânion.
Para esclarecimento, vejamos os seguintes exemplos:
Um átomo de ferro tem 26 prótons e 26 elétrons. Se ele perder 3 elétrons,
ficará com 26 prótons (carga positiva) e 23 elétrons (carga negativa) e será um
Íon positivo ou Cátion. Se o átomo de ferro receber 3 elétrons, ficará com 26
prótons (carga positiva) e 29 elétrons (carga negativa) e será Íon negativo ou
Ânion.
5 - Há vários Processos para desequilibrar as cargas elétricas dos átomos de
um corpo, criando uma diferença de potencial cuja tensão elétrica será tanto
maior quanto maior for a diferença das cargas. No decorrer do curso,
analisaremos os processos industriais, porém podemos estudar agora o
primeiro processo de que se tem notícia: o de Eletrização Pôr Fricção .
Sabe-se, quando um corpo é friccionado com outro, ambos adquirem cargas
elétricas: um pôr perder elétrons e o outro pôr recebê-lo. Podemos constatar
esse processo, fazendo a experiência que se segue:
A Cortamos papel fino em partículas do menor tamanho possível.
B Friccionamos o lado de um pente num pedaço de flanela, seda ou lã,
sempre no mesmo sentido.
C Aproximamos o pente das partículas de papel.
Conclusão: As partículas de papel são atraídas pelo pente.
6
CONCEITOS BÁSICOS
6.0 Tensão Elétrica
Sempre que há uma diferença de potencial (d.d.p.), existe uma tensão tendendo a
restabelecer o equilíbrio. Podemos demonstrar isso facilmente, pôr meio de duas
vasilhas com água, ligadas pôr um tubo com registro.
Na fig.2, a água das vasilhas está no mesmo nível, não havendo diferença de
potencial entre as mesmas.
Se abrirmos o registro, não haverá fluxo de água de uma para a outra.
Na fig.3, o nível da água na vasilha A é superior ao da vasilha B, existindo uma
diferença de potencial entre os
Se abrirmos o registro, haverá fluxo de água de A para B, até que a água fique no
mesmo nível nas duas vasilhas.
Do exposto podemos verificar que a diferença de potencial hidráulico (da água)
provocou uma tensão hidráulica.
Para entendermos a tensão elétrica, é necessário aprendermos alguma coisa
sobre Constituição da matéria.
7
7.0 Medida da Tensão Elétrica
Vimos que sempre se modifica a estrutura dos átomos de um corpo, este fica
eletrizado. Se tivermos dois corpos com cargas elétricas diferentes, haverá entre
eles uma diferença de potencial (d.d.p.) elétrico, da mesma forma que houve uma
diferença de potencial hidráulico no caso das vasilhas. É importante, em todos os
campos de aplicação da eletricidade, sabermos o valor da tensão da d.d.p. Para
isso, existe uma unidade de medida,que é o Volt, e um instrumento para medi-la,
que é o voltímetro.
8.0 A Corrente Elétrica
Quando um átomo está ionizado, sua tendência é voltar ao estado de equilíbrio.
Evidentemente, um corpo eletrizado tende a perder sua carga, libertando-se dos
elétrons em excesso, ou procurando adquirir os elétrons que lhe faltam.
Concluímos, então, que basta unir corpos com cargas elétricas diferentes para
que se estabeleça um fluxo de elétrons, que chamamos CORRENTE ELÉTRICA.
Para se ter uma idéia exata da grandeza (INTENSIDADE) de uma corrente elétrica,
tornou-se necessário estabelecer uma unidade padrão.
Falar em elétrons que passam pôr segundo num condutor é impraticável, pois os
números envolvidos nos problemas seriam enormes. A fim de se eliminar esses
inconvenientes, fez-se uso de uma unidade de carga elétrica – o COLOUMB (C) –
que corresponde a 6,28 x 1018 elétrons.
A intensidade de corrente elétrica é medida em AMPERE e corresponde à
quantidade de COLOUMBS que passa pôr segundo em um condutor.
Uma intensidade de 1 Coulomb pôr segundo equivale a um ampère.
O instrumento que mede a intensidade de corrente é o AMPERÍMETRO.
Devemos lembrar quê:
Corrente Elétrica é um fluxo de elétrons em movimento.
Tensão Elétrica é a força que desloca os elétrons.
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CONCEITOS BÁSICOS
Sentido da Corrente Elétrica
Para entendermos o sentido da corrente elétrica, é bom recapitularmos as
condições de cargas elétrica do átomo.
Como sabemos os prótons tem carga positiva, e os elétrons, cargas negativas. Se
o átomo perde elétrons, ficará com carga positiva. Se o átomo recebe elétrons,
ficará com carga negativa. Se consideramos as condições de carga dos átomos
apresentados, havendo ligação entre eles, o átomo B (-) cederá dois elétrons ao
átomo A (+). Logo, o sentido da corrente elétrica é da carga negativa (-) para a
carga positiva (+).
Entretanto, antes de ter alcançado esses conhecimentos sobre os átomos, o
homem já fazia uso da eletricidade e sabia que algo se movimentava, produzindo
a corrente elétrica, e, pôr uma questão de interpretação, admitiu que o sentido da
corrente elétrica fosse do positivo (+) para o negativo (-).
Para evitarmos dúvidas, sempre que considerarmos o sentido da corrente como
sendo igual ao dos elétrons, diremos Sentido Eletrônico e , no caso oposto,
Sentido Convencional Ou Clássico.
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EXERCÍCIOS SOBRE : CONCEITOS BÁSICOS.
1.0 Definir o que vem a ser matéria .
R É tudo que existe no universo.
2.0 Definir substância.
R É substância própria de cada matéria.
3.0 Definir átomo .
R É uma partícula composta de prótons, nêutrons e elétrons.
4.0 Como é distribuído os prótons, nêutrons e elétrons no átomo ?
R Os prótons e nêutrons, se localizam na parte na parte central do núcleo e os
elétrons ficam girando em torno do núcleo.
5.0 O que é equilíbrio de cargas elétricas ?
R É quando o número de prótons é igual ao número de elétrons.
6.0 Definir átomo eletrizado ou ionizado.
R É quando um átomo perde ou recebe elétrons para se equilibrar suas cargas
elétricas.
7.0 Quais são os nomes dos átomo ionizados ou eletrizados ?
R Átomo negativo ou ânion: Átomo positivo ou cátion
8.0 Qual a unidade de medida de tensão elétrica e qual o equipamento para medila?
R Volts, voltímetro.
9.0 Qual a unidade de medida de corrente elétrica e qual o equipamento para
medi-la?
R Ampère, amperímetro.
10.0 Qual a unidade de medida de cargas elétricas ?
R Coulomb (C), seu valor é 6,28 x 1018.
11.0 Definir corrente elétrica.
R É o deslocamento de um fluxo de elétrons em um meio condutor.
12.0 Definir tensão elétrica.
R É força que desloca os elétrons.
13.0 Quais os sentido da corrente elétrica e sua definição?
R Sentido eletrônico: a corrente sai pelo terminal negativo da fonte geradora.
Sentido convencional: a corrente sai pelo terminal positivo
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RESISTÊNCIA ELÉTRICA.
Definição:
A oposição que os materiais oferecem á passagem da corrente elétrica
chamamos de Resistência Elétrica (R).
A resistência elétrica é de grande importância na solução dos problemas de
eletricidade.
A unidade de medida da resistência elétrica é o OHM .
Quando queremos medir resistências muito grandes, usamos o MEGOHM (MΩ),
que equivale a 1.000.000 de ohms, ou o QUILOHM (KΩ).
Quando queremos medir resistências muito pequenas, usamos o MICROHM
(μΩ) ou o MILIOHM (mΩ).
A resistência elétrica é medida em instrumentos chamados OHMÍMETROS.
Quando a resistência é muito grande, o instrumento usado é o MEGOMETRO.
O inverso da resistência é a condutância (C), Que tem como unidade o MHO .
C = 1 R = 1
R C
Escala de Unidades:
109 106 103 UNIDADE 10-3 10-6 10-9 10-12
GIGA MEGA KILO UNIDADE MILI MICRO NAN PICO
Exemplos de Unidades:
Tensão (Volt), Corrente (Ampère), Resistência (Ohm), Potência (Watt),
Capacitância (Farad), Indutância (Henry).
MATERIAIS CONDUTORES , ISOLANTES.
Todos os materiais oferecem uma certa oposição a passagem da corrente
elétrica; no entanto dependendo da substância do material, essa oposição é
maior ou menor, sendo que alguns materiais praticamente não permitem a
passagem da corrente elétrica.
- Os materiais que oferecem pouca oposição `a passagem da corrente elétrica
chamamos de ; materiais condutores.
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Ex Prata, cobre, alumínio
Produtos; fio de cobre , fio de alumínio
- Os materiais que praticamente não permitem passagem da corrente elétrica
chamamos de ; materiais isolantes.
-
Ex Vidro, borracha, porcelana.
Produtos; isoladores de pino
A razão da maior ou menor oposição oferecida à passagem da corrente elétrica
tem sua explicação na estrutura dos átomos.
Em alguns materiais, os elétrons em órbitas mais afastadas sofrem pouca atração
do núcleo, tendo facilidade de se deslocar de um átomo para outro átomo, num
rodízio desordenado, sendo chamados de elétrons livres.
Os elétrons livres são numerosos nos materiais condutores e praticamente
inexistentes nos materiais isolantes.
EXERCÍCIOS SOBRE: RESISTÊNCIA ELÉTRICA.
1. Converter 2,1 V em milivolts. R 2.100 mV
2. Converter 2500 V em Kvolts R 2,5 kV
3. Converter 356 mV em Volts . R 0,356 V
4. Converter 50. 000 Ω em MΩ. R 0,5 MΩ
5. Converter 8,2 KΩ em Ω. R 8.200 Ω
6. Converter 680 KΩ em MΩ. R 0,680 MΩ
7. Converter 47.000 Ω em KΩ. R 47 KΩs
8. Converter 20 000 Pf em F. R 0,00002 F
9. Converter 100.000 Ω em KΩ. R 100 kΩ
10. Converter 12.000 KΩ em Ω. R 12 Ω
11. Converter 0,006 A em mA. R 6 mA
12. Converter 2 A em mA. R 2.000 mA
13. Converter 1.327 m em A. R 1,327 A
14. Converter 20.000μA em A. R 0,020 A
15. Converter 0,25 mA em A. R 250 μA
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RESISTORES
Definição:
Resistor é um componente formado pôr um corpo cilíndrico de cerâmica sobre o
qual é depositada uma camada de material resistivo. Esse material determina o
tipo e o valor de resistência nominal do resistor. Ele é dotado de dois terminais
colocados nas extremidades do corpo em contato com o filme resistivo.
Os resistores são utilizados nos circuitos eletrônico para limitar a
corrente elétrica e, conseqüentemente, reduzir ou dividir tensões.
Os resistores são componentes que formam a maioria dos circuito eletrônicos.
Eles são fabricados com materiais de alta resistividade com a finalidade de
oferecer maior resistência à passagem da corrente elétrica. Dificilmente se
encontrará um equipamento eletrônico que não use resistores
Este capítulo vai tratar dos resistores e de seu código de cores. Desse modo,
você vai ser capaz de identificar as características elétricas e construtivas dos
resistores. Vai ser capaz também de interpretar os valores de resistência
expressos no código de cores.
1) Tipos de Resistores Fixos.
Há quatro tipos de resistores, classificados segundo sua constituição:
Resistor de filme de carbono;
Resistor de filme metálico;
Resistor de fio;
Resistor para montagem em superfície (SMR).
Cada um dos tipos tem, de acordo com sua constituição, características que o
tornaram mais adequadas a determinada aplicação.
O resistor de filme de carbono, também conhecido como resistor de película,
apresenta formatos e tamanhos variados como mostra a ilustração a seguir.
Esse tipo de resistor constitui-se por um corpo cilíndrico de cerâmica que serve
de base à fabricação do componente.
Sobre o corpo do componente é depositada uma fina camada de filme de
carbono, que é um material resistivo.
A potência varia de 1/16 W a 2W.
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Material resistivo carbono puro.
Aplicação: uso geral, circuito de vídeo e áudio.
Resistor de fio; constitui-se de um corpo de porcelana ou cerâmica, sobre este
corpo enrola-se um fio especial, geralmente de níquel-cromo. O comprimento e
seção desse fio determinam o valor do resistor, que tem capacidade para operar
com valores altos de corrente elétrica.
A potência varia de 2W a 200 W.
Aplicação em circuitos de grande potência.
Resistor de filme metálico: tem o mesmo formato que os resistores de filme de
carbono o que diferencia é o fato do material resistivo é uma película de níquel ,
que resulta em valores ôhmicos mais precisos.
Aplicação em circuitos de precisão, computadores, circuitos lógicos.
A potência varia em 1/16 W a 1 W.
Resistor SMR: resistor montado em superfície é constituído de um minúsculo
corpo de cerâmica com alto grau de pureza no qual é depositada uma camada
vítreo metalizada formada por uma liga de cromo-silício.
Aplicação em circuitos eletrônicos, através de máquinas de inserção automática,
por tamanho muito pequeno.
Potência menores que 1/16 W.
Essas diferenças situam-se em quatro faixas de valores percentuais de
tolerância:
1.0 Para resistores de uso geral: 2.0 Para resistores de precisão
± 2% de tolerância ± 10% de tolerância
± 1% de tolerância ± 5% de tolerância
OBSERVAÇÃO:
Empregam-se os resistores de precisão apenas em circuitos em que os valores
de resistência são críticos e em aparelhos de medição.
A tabela abaixo informa que, um resistor de 220 Ω ±5%(valor nominal), pôr
exemplo, pode apresentar qualquer valor real de resistência entre 232 Ω e 209 Ω.
14
Devido à modernização do processo industrial, os resistores estão sendo
produzidos pôr máquinas especiais que utilizam raios lazer para o ajuste final da
resistência nominal.
Pôr isso, dificilmente, são encontrados no mercado resistores para uso geral com
percentual de tolerância maior do que ±5%.
Características elétricas dos resistores:
O resistor tem características elétricas que o diferenciam de outros componentes.
Elas são:
Resistência nominal;
Percentual tolerância;
Dissipação nominal de potência.
Resistência nominal:
A resistência nominal é o valor da resistência elétrica especificada pelo
fabricante. Esse valor é expresso em ohms (Ω), em valores padronizados
estabelecidos pela norma IEC63. Assim, pôr exemplo, pode-se ter resistores de
18Ω, 120Ω,4k7Ω, 1MΩ.
Neste curso, serão empregados os valores padronizados da série E-24, ou seja,
10, 11, 12, 13, 15, 16, 18, 20, 22, 24, 27, 30, 33, 36, 39, 43, 47, 51, 56, 62, 68, 75, 82,91
Como esses números determinam os valores comerciais dos resistores, eles
devem ser memorizados para facilitar a identificação e especificação desses
componentes.
Dependendo do tipo de resistor e de sua aplicação, a faixa de valores comerciais
pode variar. Portanto, os manuais de fabricantes devem ser consultados a fim de
que sejam obtidas as informações mais específicas sobre os componentes.
Percentual de tolerância
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Em decorrência do processo de fabricação, os resistores estão sujeitos a
imprecisões no seu valor nominal. O percentual de tolerância indica essa
variação de valor que o resistor pode apresentar em relação ao valor padronizado
de resistência nominal. A diferença no valor pode ser para mais ou para menos
do valor nominal.
Dissipação nominal de potência:
É a temperatura que o resistor atinge sem que sua resistência nominal varia mais
que 1,5%, à temperatura de 70ºC.
O resistor pode sofrer danos se a potência dissipada for maior que seu valor
nominal.
Em condições normais de trabalho, esse acréscimo de temperatura é
proporcional à potência dissipada.
2) Resistor Variável.
Resistor variável é aquele que possui um valor de resistência mínimo até um
valor máximo. Ex.: potenciômetro.
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3) Efeito Joule.
É o efeito que ocorre em um resistor, onde uma parte da energia elétrica é
transformada em calor (energia térmica). Ex.: chuveiro elétrico torneira elétrica.
4) Para evitar dúvidas.
1) 2,2Ω = 2R2Ω para não confundir com 22Ω.
2) 4,7KΩ = 4K7Ω para não confundir com 47Ω.
3) 6,8 KΩ = 6K8Ω para não confundir com 68Ω.
4) 2,7 KΩ = 2K7Ω para não confundir com 27Ω.
EXERCÍCIOS: SOBRE REISTORES
Qual o valor do resistor a ser lido de acordo com as cores em seu corpo?
1.0 1 º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Vermelho Vermelho Vermelho Ouro
2 2 102 %5
Resultado:
22 X 102 = 2200 Ω ± 5%
2200 + 110 = 2310 Ω
2200 – 110 = 2090 Ω
2.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Amarelo Violet Preto Prata
4 7 100 %10
Resultado:
47 X 100 = 47 Ω ± 10%
47 + 0,47 = 47,47 Ω
47 – 0,47 = 46,53 Ω
3.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Verde Vermelho Laranja Ouro
5 2 103 %5
Resultado:
52 X 103 = 52000 Ω ± 5%
52000 + 2600 = 54600 Ω
52000 – 2600 = 49400 Ω
4.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Azul Marron Vermelho Prata
6 1 102 10%
17
Resultado:
61 X 102 = 6100 Ω ± 10%
6100 + 610 = 6710 Ω
6100 – 610 = 5490 Ω
5.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Vermelho Amarelo Preto Vermelho
2 4 100 2%
Resultado:
24 X 100 = 24 Ω ± 2%
24 + 0,48 = 24,48 Ω
24 – 0,48 = 23,52 Ω
6.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Preto Amarelo Laranja Vermelho
0 4 103 2%
Resultado:
04 X 103 = 4000 Ω ± 2%
4000 + 80 = 4080 Ω
4000 – 80 = 3920 Ω
7.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Branco Azul Preto ouro
9 6 100 5%
Resultado:
96 X 100 = 96 Ω ± 5%
8.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa
Amarelo Verde Laranja prata
4 5 103 10%
Resultado:
45 X 103 = 45000 Ω ±10%
CASO ESPECIAL : Resistor com 03 Cores
9.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa
Vermelho Verde Marrom
2 5 101
Resultado:
25 X 101 = 250 Ω ± 20%
250 + 50 = 300 Ω
250 – 50 = 200 Ω
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10.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa
Laranja Preto Marrom
3 0 101
Resultado:
30 X 101 = 300 Ω± 20%
300 + 60 = 360 Ω
300 – 60 = 240 Ω
CASO ESPECIAL : Resistor com 05 Faixas
11.0 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa 5º faixa
Violeta Vermelho Cinza Preto Prata
7 2 8 100 10%
Resultado:
728 X 100 = 728 Ω ± 10%
728 + 72,8 = 800,80 Ω
728 – 72,8 = 655,20 Ω
12 1º faixa 2º faixa 3º faixa 4º faixa 5º faixa
Azul Verde Preto Marrom Ouro
6 5 0 101 5%
Resultado:
650 X 101 = 6500 Ω ± 5%
6500 + 325 = 6825 Ω
6500– 325 = 6175 Ω
RESISTÊNCIA EQUIVALENTE.
Definição:
É o resistor que equivale a todos os resistores de uma associação seja ela série,
paralela ou mista.
Quando existem vários resistores num circuito, é importante determinar a
Resistência Equivalente do conjunto.
Para maior clareza, a maioria dos problemas de cálculo da Resistência
Equivalente são acompanhados de um desenho chamado “esquema”, onde os
resistores são representados pôr uma das figuras abaixo.
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Para se determinar à resistência equivalente de um conjunto de resistores, é
necessário saber o modo como eles estão ligados entre si. Os resistores podem
ser ligados em Série , Paralelo ou MISTO.
Quando conjuntos em série e em paralelo estão interligados, são chamados
Mistos ou em Série-Paralelo.
RESISTORES EM SÉRIE:
Como sabemos a resistência aumenta com o comprimento (L). Podemos ver que
quando ligamos um conjunto em série, estamos somando os comprimentos dos
resistores. Deduzimos, então, que a resistência equivalente (Re) do conjunto será
a soma das resistências dos resistores (R).
Re = R1 + R2 + R3 + RN.
Resistores estão ligados em série quando:
- Quando a saída de um terminal for à entrada a entrada do outro.
- A corrente elétrica possuir mais de um caminho para circular.
- A resistência equivalente em série, será sempre maior que qualquer resistor da
associação em série.
Na fig.1, representamos o esquema de um conjunto de resistores ligados em
série.
RESISTORES EM PARALELO:
Resistores, estão ligados em paralelo, quando os seus terminais
estiverem interligados.
A corrente elétrica possui mais de um caminho para circular.
Como sabemos a resistência diminui, quando a seção (Smm2) aumenta.
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Podemos notar que, quando ligamos um conjunto em paralelo, estamos
somando as seções dos resistores do conjunto.
Deduzimos então, que a resistência equivalente do conjunto será sempre menor
que a resistência do menor resistor do conjunto.
Para determinarmos a resistência equivalente de um conjunto em paralelo,
podemos usar as seguintes abaixo:
Na fig.2, representamos o esquema de um conjunto de resistores ligados em
paralelo.
Re = R Quando os resistores forem de igual valor.
Rn
R – resistência de um dos resistores.
Rn – quantidade de resistores do conjunto.
Re = R1 x R2 Quando o conjunto for de dois resistores.
R1 + R2
Para qualquer número de resistores no conjunto.
Re = 1
1 + 1 + 1 + etc
R1 R2 R3
Ou
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1 = 1 + 1 + 1 + ...
Re R1 R2 R3
Na fig.3, representamos um conjunto misto.
Resistência Equivalente mista.
Para determinarmos a resistência equivalente do conjunto misto, calculamos
primeiro a resistência equivalente dos resistores ligados em paralelo e depois
somamos o resultado com os resistores ligados em série.
Para a fig.3, teríamos:
Re = 1 + R1 + R2
1 + 1 + 1
R3 R4 R5
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